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Evolução feminina no mercado de trabalho: como era e o que precisa melhorar

04 de março, 2021

Lugar de mulher é onde ela quiser. Certamente, você já ouviu esta frase e concorda com a afirmação, não é mesmo? Mas nem sempre foi assim e, ainda hoje, elas lutam por direitos iguais e pela valorização, sobretudo, no mercado de trabalho. Por isso, às vésperas do Dia da Mulher, este artigo pretende evidenciar dados e provocar uma reflexão sobre a relação mulheres x trabalho. 


Como era há 80 anos
Embora a desigualdade ainda seja evidente nos dias atuais – segundo dados do IBGE, em 2019, as mulheres ganhavam 20,5% a menos do que os homens – ela já foi pior décadas atrás, basta olhar para a história.

Até a década de 1940, no Brasil, as mulheres se dedicavam principalmente aos afazeres domésticos, algumas vezes tarefas rurais e ao cuidado com os filhos. Aquelas que se aventuravam em atividades como artesanato eram vistas com maus olhos pela sociedade.  

As coisas começaram a mudar somente em meados da década de 1950, a partir da industrialização. As indústrias precisavam de mão de obra e as mulheres, aos poucos, foram ocupando os cargos de trabalho, mas sempre com remuneração inferior. 

Já na década de 1970, as possibilidades foram se expandindo, com elas exercendo atividades nos comércios e nas escolas, por exemplo. 

Hoje, ocupam cargos nos mais variados níveis e atividades, inserindo-se, inclusive, em funções antes vistas exclusivamente como masculinas. 

 

Onde elas estão?

Ainda há um caminho longo a ser percorrido em busca de posições melhores no mercado de trabalho, mas há  avanços a serem comemorados. Segundo um artigo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), as mulheres são cerca de 54% dos estudantes de doutorado no Brasil, o que representa um aumento expressivo de 10% nas últimas duas décadas. Nas ciências da vida e da saúde, por exemplo, elas são a maioria dos pesquisadores (mais de 60%), enquanto nas ciências da computação e matemática elas ainda representam menos de 25%.

Em relação ao empreendedorismo, segundo a Associação Comercial de São Paulo, o Brasil é o sétimo país com o maior número de mulheres empreendedoras. Ao todo, são mais de 24 milhões de brasileiras tocando negócios próprios, gerando empregos e movimentando a economia. Este dado é também muito relevante, pois, em parte, demonstra que as mulheres estão conseguindo ocupar cargos corporativos de níveis mais altos, mesmo que seja em seus próprios negócios. 

 

O que precisa evoluir?
Certamente, a valorização e igualdade salarial é um dos principais pontos que precisa evoluir nos próximos anos quando o assunto é mulheres X mercado de trabalho. Não há como pensar em igualdade social com homens ganhando mais nos mesmos cargos que elas.
É preciso, também, que haja movimentos para a inserção das mulheres em cargos de liderança, onde o público masculino ainda predomina.  
Além disso, a jornada dupla delas precisa ser notada, pois ainda hoje são as principais responsáveis por acumular as tarefas domésticas e com os filhos, depois de cumprirem a jornada formal de trabalho. 
Além disso, a maternidade não pode mais ser vista pelos empregadores como um dificultador para a carreira feminina e um empecilho para a contratação do público feminino.