CONFIRA NOSSO BLOG
RAR | Corretora de Seguros

Setembro Amarelo: para nós, a vida é o bem mais importante

08 de setembro, 2020

            De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), através de números De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), através de números recolhidos em 2012, cerca de 800 mil pessoas tiram a própria vida a cada ano - 75% são pessoas que moram em países de baixa e média renda.

            Esses não são os únicos dados que alertam para um problema que necessita urgentemente de atenção: estima-se que, a cada 40 segundos, aconteça um suicídio no mundo. Essa é, aliás, a segunda principal causa de morte entre jovens entre 15 e 29 anos. Apenas no Brasil, diariamente, 32 brasileiros - pelo menos - cometem suicídio.

            É por isso que o Setembro Amarelo existe - um mês inteiro dedicado à conscientização sobre o suicídio e as doenças psicológicas que podem levar a ele. Um mês reservado para que possamos aprender a olhar para essas questões com mais sensibilidade, respeito e atenção. Uma perspectiva que deve ser mantida todos os dias.

 

E como identificar uma situação de risco?

 

            Depressão, ansiedade, síndrome do pânico e outras doenças psicológicas podem apresentar-se de diversas formas, dependendo da pessoa que as enfrenta. Todas elas, em graus mais avançados, podem levar alguém a cogitar suicídio. Apesar de suas diferenças, alguns sinais são alertas de risco:

  • Dificuldade evidente de se relacionar com amigos, familiares, colegas de trabalho e qualquer pessoa do círculo social do indivíduo;
  • Ter histórico de doenças psicológicas, como as que citamos no parágrafo acima;
  • Apresentar irritabilidade, pessimismo ou apatia;
  • Começar a falar frequentemente sobre morte e suicídio;
  • Ter convívio social conturbado;
  • Sofrer mudanças nos hábitos alimentares e de sono.

            Algumas situações na vida da pessoa podem ser um agravante para desencadear todos esses "sintomas". Empregos ou relacionamentos tóxicos, homofobia, perda de alguém amado, abusos, traumas emocionais, término de relacionamento e doenças crônicas são alguns exemplos.

            Quando uma pessoa pensa em cometer suicídio, ela geralmente sente culpa e vergonha. Acreditam ser um peso para os demais, sentem-se vítimas e enfrentam fortes sentimentos de rejeição e solidão.

 

Sabendo disso, o que pode ser feito para ajudar?

 

            Essa é a principal dúvida de quem compreende a gravidade das doenças psicológicas, dos riscos de suicídio e que desejam ajudar de alguma forma. Por isso, listamos algumas atitudes importantes:

  • Ouça a pessoa e demonstre calma e empatia;
  • Seja afetuoso;
  • Leve a situação a sério. Nunca duvide ou desdenhe da pessoa que apresenta "sintomas" de suicídio;
  • Remova possíveis meios de suicídio do ambiente;
  • Permaneça ao lado da pessoa com o transtorno;
  • Tente compreender seus sentimentos sem reduzir a sua importância;
  • Respeite o sofrimento da pessoa;
  • Demonstre preocupação e cuidado constante.

            Além de tudo isso, é extremamente importante frisar que, sob essas condições, a pessoa necessita de atendimento profissional, de psicólogos e psiquiatras. Depressão, ansiedade e qualquer transtorno que possa levar alguém ao suicídio são doenças e requerem tratamento. Nós, nos papéis de amigos, cônjuges e familiares, devemos prestar apoio, amor, compreensão e ser um espaço seguro para essas pessoas.

            Se você leu até aqui, agora sabe um pouco mais sobre o suicídio, suas causas e sobre o Setembro Amarelo. Esperamos que esse artigo tenha ajudado na sua compreensão e que você possa usar esse conhecimento com as pessoas ao seu redor, protegendo e valorizando quem você ama.